Podia estar na praia. Mas não. Estou num evento muito bacana chamado Blogando Salvador.
sábado, 24 de outubro de 2015
sábado, 26 de setembro de 2015
A MINHA FANTÁSTICA COMPANHIA
Pode parecer até presunção ou autocentrismo da minha parte mas, sou uma pessoa que adora estar em sua própria companhia. Sempre foi assim, desde pequena. Brincar com meus irmãos e amigos era ótimo! Mas brincar sozinha com meus castelos e amigos imaginários era muito legal!
Demorei até entender o valor disso porque como apreciar sua própria companhia lhe dá um alto grau de autonomia e independência, isso assusta as outras pessoas que acabam por nos impor rótulos de esquisito, excêntrico e por aí vai.
Na infância e na adolescência eles tentam tirar isso de você dizendo que o bom mesmo é estar com os outros. E é bom. Mas nada supera a delícia que é de gostar de estar consigo mesmo! Em todas as idades! Mas é na maturidade que essa questão torna-se mais evidente, afinal envelhecer é tornar-se só.
Isso não quer dizer que os filhos e netos sejam ingratos. Sempre estamos visitando-a, mas não vivemos mais em função dela como era no passado. Minha mãe é uma pessoa independente e sadia não só do ponto de vista financeiro, mas, principalmente do aspecto emocional. Tem sua própria rotina e agenda de compromissos e interesses. E mais: aprecia sua própria companhia. Isso é fundamental na sua vida!
Eu também sou assim. Não posso dizer que aprendi isso com minha mãe. Mas talvez tenha herdado isso dela. Sempre amei a presença da minha família, mas sempre soube apreciar os momentos em que eles não estão perto. Gosto quando a casa está cheia e barulhenta. Mas gosto também quando está vazia e silenciosa.
Gosto de apreciar uma boa leitura, uma música, um bom filme sozinha. Ou ficar absorta nos meus pensamentos e viajando na minhas lembranças. Desfrutar um bom vinho, ou uma dose de whisky. Tomar um banho prolongado como se fosse uma atriz de Hollywood. São algumas coisas que me fazem gostar de estar na minha companhia. Não que isso não seja delicioso de fazer com alguém. Mas poder estar sozinha e feliz, não tem preço!
Filhos crescem, netos crescem, cônjuges, parentes e amigos morrem... Quem fica, fica só.
E se essa pessoa não sabe ou não gosta de apreciar a sua própria companhia, está fadada à depressão. Durante algum tempo, até me senti estranha por ser alguém que aprecia estar só. Mas nunca me importei muito de parecer ser estranha. Hoje eu reconheço mais valor nisso quando vejo minha mãe: uma senhora de 82 anos que mora sozinha, mas que não se sente só.
Seus filhos cresceram, seus netos cresceram, seu marido morreu, mas a vida dela segue como a de todo mundo que está vivo! Ela teria tudo para se tornar uma velha amarga e carente, exigindo ou reclamando atenção dos outros, fazendo chantagens emocionais e outras coisas do gênero. #SQNIsso não quer dizer que os filhos e netos sejam ingratos. Sempre estamos visitando-a, mas não vivemos mais em função dela como era no passado. Minha mãe é uma pessoa independente e sadia não só do ponto de vista financeiro, mas, principalmente do aspecto emocional. Tem sua própria rotina e agenda de compromissos e interesses. E mais: aprecia sua própria companhia. Isso é fundamental na sua vida!
Eu também sou assim. Não posso dizer que aprendi isso com minha mãe. Mas talvez tenha herdado isso dela. Sempre amei a presença da minha família, mas sempre soube apreciar os momentos em que eles não estão perto. Gosto quando a casa está cheia e barulhenta. Mas gosto também quando está vazia e silenciosa.
Gosto de apreciar uma boa leitura, uma música, um bom filme sozinha. Ou ficar absorta nos meus pensamentos e viajando na minhas lembranças. Desfrutar um bom vinho, ou uma dose de whisky. Tomar um banho prolongado como se fosse uma atriz de Hollywood. São algumas coisas que me fazem gostar de estar na minha companhia. Não que isso não seja delicioso de fazer com alguém. Mas poder estar sozinha e feliz, não tem preço!
terça-feira, 25 de agosto de 2015
A COMUNICAÇÃO E O CIDADÃO
Ninguém sabe dizer o que é ou pra quê é. Nem mesmo os porteiros (que são as pessoas mais bem informadas do universo). Isso não deixa de ser uma contradição, pois, tratando-se de um serviço realizado numa via pública, supostamente pelo poder público, o mínimo que se espera é que os moradores sejam comunicados. Certamente não é falta de dinheiro, já que a prefeitura e o estado dispõem de orçamentos generosos para publicidade e propaganda. Mesmo assim, o poder público continua se comunicando mal.
Uma prova disso é essa obra que está acontecendo agora na minha rua. Obviamente um VT milionário com jingle, slogans e pessoas sorridentes não cabe nesse caso. Mas as comunicação dos poderes públicos não conhecem outro tipo de comunicação.
Bastava escrever uma carta, um bilhete fazer um folheto... Um simples aviso aos moradores da rua explicando a obra, seus transtornos e seus benefícios. Os poderes públicos conhecem propaganda. Não conhecem relacionamento.
E por causa disso, eu e meus vizinhos vamos passar a noite com esse barulho na janela sem receber sequer uma explicação ou pedido de desculpas. Mas sinceramente, que como cidadã, achava que a gente merecia mais.
terça-feira, 18 de agosto de 2015
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
OBRIGADO POR (NÃO) ESPERAR
Todas as vezes em que eu ligo para uma Central de Atendimento, mais conhecido como o famigerado call center, tenho a nítida sensação de que eu estou incomodando a pessoa que está do outro lado da linha, sendo que isso não faz o menos sentido, uma vez que teoricamente ela está lá para atender a minha ligação. Mas é assim que me sinto: como se estivesse interrompendo alguma coisa.
Hoje foi assim. Liguei para a central de atendimento do banco porque perdi a minha senha do cartão. Ô coisa chata é senha, né? Devo ter umas 350 senhas na vida: uma pro cartão de crédito, outra pra conta do banco, outra pra internet, para o facebook, para o instagram, etc, etc.
Pois bem: depois de ouvir aquela musiquinha irritante, ouvi a mensagem "sua ligação é muito importante para nós". Por fim, consegui acessar o menu inicial de atendimento (também gravado) com 542 opções: disque 1 para isso, disque 2 para aquilo, disque 3 para aquilo outro e assim por diante; até que finalmente falei com um ser humano!
A atendente se apresentou e perguntou:
- Operadora Jéssica, bom dia, em que posso ajudar?
- Sabe o que é, Jéssica? É que eu perdi a senha do meu cartão e queria recuperar.
- Ok, senhora. A senhora poderia me informar seu nome completo?
Aí depois de informar nome completo, o número do CPF, o nome do pai, o nome da mãe, data de nascimento e confirmação de endereço, como se fosse um videogame, passei para um nível mais difícil: o das perguntas que não sabia responder de cor sem ter pedir ajuda aos universitários.
- Sabe o que é, Jéssica? É que eu perdi a senha do meu cartão e queria recuperar.
- Ok, senhora. A senhora poderia me informar seu nome completo?
Aí depois de informar nome completo, o número do CPF, o nome do pai, o nome da mãe, data de nascimento e confirmação de endereço, como se fosse um videogame, passei para um nível mais difícil: o das perguntas que não sabia responder de cor sem ter pedir ajuda aos universitários.
- Qual o CNPJ da sua empresa, senhora?
- Espera um pouco, Jéssica, que esse eu não sei de cor.
Jéssica (impaciente) coloca o telefone no mudo para poder me xingar mais à vontade e logo em seguida faz pressão:
- Senhora, já localizou o número, senhora?
- Ainda não, Jéssica, minha secretária está buscando. Respondi quase pendido desculpas.
Mas Jéssica, que não quer nem saber se você é cliente e está precisando de ajuda, retruca:
- Lamento, senhora, mas não posso esperar mais. Tenho uma fila de clientes para atender.
- Oxi? Como assim? Engraçado... Eu posso esperar quando vocês estão buscando informações no sistema e você não pode esperar enquanto eu busco as informações no meu sistema? Todas as vezes em que ligo para um call center e vocês vão buscar alguma informação no sistema eu espero e vocês dizem: obrigado por esperar.
- Sim, senhora! Jéssica responde com convicção.
- Então tá. Obrigado por não esperar.
Conforme-se!
- Senhora, já localizou o número, senhora?
- Ainda não, Jéssica, minha secretária está buscando. Respondi quase pendido desculpas.
Mas Jéssica, que não quer nem saber se você é cliente e está precisando de ajuda, retruca:
- Lamento, senhora, mas não posso esperar mais. Tenho uma fila de clientes para atender.
- Oxi? Como assim? Engraçado... Eu posso esperar quando vocês estão buscando informações no sistema e você não pode esperar enquanto eu busco as informações no meu sistema? Todas as vezes em que ligo para um call center e vocês vão buscar alguma informação no sistema eu espero e vocês dizem: obrigado por esperar.
- Sim, senhora! Jéssica responde com convicção.
- Então tá. Obrigado por não esperar.
Conforme-se!
quinta-feira, 30 de julho de 2015
A REVISÃO DOS 50
Dizem que depois que a pessoa completa 50 anos faz uma revisão da sua vida. Começa a relacionar o fez, o que não fez, o que deixou de fazer, etc e tal. É a famosa crise da meia idade. Peraí! Se 50 anos é meia idade, idade inteira é quanto? Cem anos? Quem vive tanto tempo assim, minha gente? Muito poucos.
Esquisito, então, é chamar essa crise de meia idade, mas, qualquer que seja o nome que você dê, ela tá aí. Ela não fica instalada o tempo todo, mas com frequência você se pega pensando em coisas que não fez ou que fez ou ainda que deveria ter feito: aquela tatuagem, aquela trilha de jipe, aquela viagem de intercâmbio, aquela casa na praia e por aí vai.
Quando me pego assim, gosto de pensar que ainda posso fazer as coisas que não fiz. Ruim é pensar que a gente não pode mais. Que o tempo passou e a gente perdeu o trem de nossa história.
Mas pior do que pensar que não fez nada do que gostaria ou sonhou para a sua vida é perceber que fez tudo o que não devia: aquele casamento fracassado do qual você nunca saiu, aquele emprego entediante que nunca de realizou, aqueles amigos que nunca te reconheceram. Isso é de matar.
Também é chato ainda ter que trabalhar duro para o seu sustento e o da família. Mas quem já está aposentado se sente excluído ou ultrapassado.
Bom mesmo seria se todos pudessem ser como a Gisele Bündchen que se aposentou aos 50 anos (de idade).
Quando fiz 50 não tive nada disso. Revisão, balanço de vida não é novidade para mim. Acho que faço isso desde que me entendo por gente sem nunca chegar à conclusão alguma. Ou acabo concluindo que cada idade tem seus sabores e dissabores. Quando tinha 10 anos pensava como seria minha vida com 20 anos. Aos 20, almejava chegar aos 30. Aos 30, tinha receio dos 40. Os 40 passaram voando por mim. E agora já olho os 50 ficando pra trás há 3 velinhas no bolo. E essa é a marcha. Não tem como parar ou retroceder.
Não me sinto mais triste ou mais feliz do que em qualquer outra idade que tive. Não estou mais tranquila e nem menos inquieta, pois continuo sendo EU com meus medos e anseios, dias bons e dias ruins.
terça-feira, 21 de julho de 2015
O TEMPO E A NOITE
O tempo passa depressa e quando
você menos espera, a quantidade de remédios que você toma já não cura todos os
seus males. E de repente, sente falta de uma criança que vinha lhe acordar
todas as manhãs. Arrumar o uniforme da escola, preparar o sanduíche pro lanche,
tudo isso ficou no passado.
Então surge uma vontade, quase
necessidade, de que alguém segure sua mão. Mas você ainda não está tão velha
pra isso! E se sente sozinha, embora estejam todos ao seu redor.
Aí você para e pensa que sua mãe
pode já ter se sentido assim e você nem ligou.
Você se levanta, vai até o quarto
delas e vê que elas dormem. Afaga uma e a outra. Mas elas nem percebem a sua presença.
Quantas vezes você já fez isso? A mãe é o anjo que vela o sono do filho. Mas
quem vela por nós?
Um dia talvez, se tiverem sorte,
elas estarão no meu lugar, velando o sono de alguém que dorme distraída. Porque
o tempo passa depressa, mas a noite não.
sábado, 11 de julho de 2015
O QUE É ESSENCIAL
"O essencial é invisível aos olhos". Por isso, somos capazes de passar uma vida inteira sem perceber o que é de fato essencial. Algumas pessoas, entretanto, conseguem enxergar o que é essencial na vida e a partir daí para de desperdiçar o seu tempo e o dos demais.
Isso é muito importante porque o recurso natural não renovável mais precioso do ser humano é o seu tempo. A maneira displicente com a qual algumas pessoas desperdiçam o seu próprio tempo e o dos demais é impressionante! Beira ao suicídio e ao homicídio.
Como não sou nem suicida nem homicida, preocupa-me muito enxergar o que é essencial na vida. Por isso, muita vezes posso parecer uma pessoa distraída por mais contraditório que isso possa parecer. Depois descobri que isso acontece porque a maioria das pessoas não foca no essencial para suas vidas.
Além da frase de Antonie de Saint-Exupery (escritor, ilustrador e piloto francês, autor de O Pequeno Príncipe), existe um outro texto com o qual me identifico. Este, escrito por Mário de Andrade, relata a experiência de alguém que descobriu o essencial e informa as providências que tomou depois dessa descoberta.
“Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro. Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa.Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade. O essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial!"É isso!
segunda-feira, 6 de julho de 2015
A EXPERIÊNCIA DO SILÊNCIO
Quem me acompanha pelo Facebook sabe que eu fiz uma experiência de ficar
sem falar por 24 horas, no último final de semana. Tudo bem que neste espaço
fiquei muito mais do que 24 horas em silêncio e que em 2014 ameacei voltar a
escrever e não cumpri a ameaça. Mas agora é oficial! Voltei mesmo!
E voltei por necessidade. Relatar a minha experiência de ter ficado 24
horas sem falar, deu o que falar na minha timeline. Teve gente que duvidou,
teve gente que elogiou, teve quem se espantou, teve quem achou que eu pirei de
vez, teve quem achou graça e está rindo até agora.
Mas o que me surpreendeu mesmo foi a quantidade de gente que aprovou a
iniciativa e que tem vontade de fazer o mesmo. Teve até quem pedisse
consultoria! Daí a necessidade de voltar e escrever neste espaço. Achei que
precisava compartilhar mais do que as duas lições principais obtidas com esta
experiência. Vamos aos esclarecimentos:
NÃO! EU NÃO PIREI
Pelo menos não mais do que o necessário para me considerar uma pessoa
normal. A experiência do silêncio faz parte de um projeto meu de aprimoramento
pessoal. Quem me conhece sabe que eu gosto de fazer coisas diferentes ou pelo
menos inusitadas e, embora eu não seja uma pessoa que viva de acordo com o que
as pessoas dizem ou pensam de mim, sou muito atenta as coisas que se passam ao
meu redor. E aos sinais. Ficar sem falar foi um desafio que fiz a mim mesma.
Afinal, gosto tanto de falar! Sempre tenho algo a dizer, mesmo quando não devo.
E a hora de calar foi sempre uma dificuldade para mim. Eu tinha uma suspeita
que se confirmou com o meu experimento: a maioria das coisas que eu falo no
dia-a-dia poderia não falar. Isso é incrível porque é libertador e ao mesmo
tempo é uma lição de humildade. Vamos aos aprendizados:
CALAR NÃO É FÁCIL!
Confesso que no começo fiquei um pouco tensa e
até insegura. O medo de fracassar era grande. Será que eu ia conseguir cumprir
meu propósito até o fim? As primeiras horas foram as mais difíceis. Pensei que
ia sentir falta, algo como uma síndrome de abstinência... Falar é algo
instintivo e inerente à raça humana. Afinal, o homem é o único animal que fala.
Portanto, ficar sem falar não é natural. Pra quem está começando, uma dica
importante: vencer as primeiras horas é fundamental!
É PRECISO ESTAR ATENTO E FORTE
É como diz a música de Gil e Caetano, ídolos da minha geração. Ficar em
silêncio requer concentração e colaboração. Como era um fim de semana,
expliquei ao meu marido e minhas filhas o meu propósito. Minhas filhas acharam
engraçado. O marido duvidou que eu conseguisse. No final todos cooperaram e me
apoiaram. De vez em quando eles esqueciam e falavam algo comigo que necessitava
uma resposta. Nessas horas eu tinha que escrever. Mas foram poucos esses
momentos. O maior inimigo do silêncio são os nossos próprios sentimentos e
emoções: é difícil conter uma exclamação de surpresa diante de uma situação
inusitada ou um palavrão diante da ira. Você se trai. Quando vê, já falou e não
tem como “desfalar”. Isso sim é duro!
OPINIÕES NÃO FAZEM FALTA
Foi interessante perceber como a minha fala preenche o ambiente ao meu
redor. Estou sempre dizendo alguma coisa a alguém ou de alguém ou sobre algo. O
meu silêncio causou uma espécie de vazio em casa. Um vácuo. Toda hora minhas
filhas e meu marido vinham até mim perguntando: você não vai falar nada mesmo?
E eu simplesmente sorria, me divertindo com a situação. Mas, conforme eu esperava, minhas opiniões não fizeram falta. Todos sobreviveram sem elas.
FAÇA VOCÊ MESMO
Engana-se quem pensa que ficar em silêncio é ficar parado, deitado,
contemplando o tempo passar. NÃO! Ficar em silêncio significa atividade. Não
falar é não pedir. É ir lá e fazer.
I WANT TO BE ALONE
A frase atribuída à atriz sueca Greta Garbo na sua luta por privacidade
nas últimas cinco décadas da sua existência quer dizer: Eu quero ficar sozinha!
Não sou nenhuma Greta Garbo. Por isso, a minha experiência de fazer silêncio
por 24 horas nada teve de isolamento. Muita gente confunde ficar em silêncio
com isolamento ou tristeza. Não é. O fato de eu ter permanecido em silêncio por
24 horas não me impôs isolamento afinal a proposta não era essa. Por isso, permaneci
conectada, embora a experiência de silêncio tenha me levado a muita reflexão
que explicarei no próximo parágrafo.
O SILÊNCIO ALIMENTA E
FORTALECE
Fazer silêncio tem um propósito. O meu foi a introspecção. Mas será que
é possível alcançar alguma introspecção estando rodeada de pessoas? Eu
respondo: depende. No meu caso, consegui. O não falar acelerou o meu raciocínio
de uma forma tranquila. Eu explico: como não havia a ansiedade em verbalizar o pensamento
fluiu de uma maneira mais intensa. Fiquei a maior parte do tempo rodeada de
pessoas. Mas a companhia que mais desfrutei foi a minha.
O QUE MAIS GOSTEI
A experiência foi tão boa que no dia seguinte não senti mais falta de não
falar. Outra coisa legal foi ver minhas
filhas pedindo para que eu voltasse a falar logo. Ah! Ficar um dia inteiro sem
atender telefones fixos ou móveis é muito bom!
Pretendo repetir esta e outras experiências. Se gostaram desse post, curtam, comentem, compartilhem e fiquem atentos aos próximos posts e experimentos!
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
VOLTEI PRA VOCÊS!
Depois de muito procurar aqui, ali e acolá, consegui recuperar a senha deste meu blog iniciado no período paleolítico da internet, quando o Orkut ainda andava pela Terra. Agora a nossa pangeia se chama Facebook com puxadinhos no Twitter e no Instagram e estamos mais conectados do que nunca
A partir de agora meus amados e idolatrados leitores voltarão a ser brindados com as minhas abobrinhas. Naturalmente terei que dar uma atualizada nesse layout que me foi dado de presente pela querida Denis Rivera, uma vez que a copa já passou e as Olimpíadas estão na beirinha. Mas, não posso negar que o estilo Carmem Miranda e as pin-ups me agradam bastante. Isto quer dizer que tudo mudou, mas continuo a mesma na essência.
sábado, 24 de dezembro de 2011
MENSAGEM DE NATAL
Para escrever essa mensagem de fim de ano tentei escolher bem as palavras. Queria fazer uma mensagem sucinta que resumisse todo meu sentimento neste Natal e Ano Novo. Muitas coisas passaram pela minha cabeça como um filme. E, depois de muito pensar, desisti. Decidi que não quero resumir nada porque quero falar e dizer muitas coisas.
Primeiro, quero desejar a cada um de vocês um Natal repleto de coisas boas!!! Que Papai Noel chegue de "saco cheio" para vocês com muito Amor, Paz, Saúde e Realizações. E que, acima de tudo, o menino Jesus possa renascer e habitar sempre na família de cada um de vocês, afinal, esse é o verdadeiro espírito do Natal. Um espírito que nos torna verdadeiramente irmãos.
Preciso também agradecer a todos pela cooperação, compreensão e empenho da minha equipe de trabalho neste ano que ano simplesmente passou voando, mas que foi repleto de coisas boas e, ao mesmo tempo de muito trabalho!!! E, como aprendi com meus pais que de trabalho não se reclama, se agradece, só tenho a dizer muito obrigado! Dois mil e onze foi um ano muito especial. Repleto idas e vindas mas, acima de tudo, de muitas conquistas! Tivemos a saída de Liana e de Núbia e a chegada de Hetth e Lívia para reforçar nossa equipe. Conquistamos o prêmio Aberje Norte e Nordeste com o case da Implosão da Fonte Nova e o ABMP pela performance de Marília como executiva de contas. Essas coisas são recompensas pelo esforço dessa equipe tão aguerrida!
Em 2011 fizemos tudo certo? Provavelmente não. Mas só dorme tranquilo quem tem a certeza de que fez o seu melhor! E tenho certeza de que nós não temos problemas de insônia.
Muitas pessoas que fazem parte dessa equipe hoje estão conosco há muito tempo e têm acompanhado a trajetória da Agência de Textos, que começou apenas comigo e Cinthya buscando novos caminhos para nossas carreiras. Hoje, com uma carteira de clientes consolidada, fico feliz em perceber que representamos a possibilidade novos caminhos para as carreiras de muitos profissionais da área da comunicação em nosso estado.
Dentro de poucos dias, 2012 vai chegar com tudo de bom que um recomeço pode significar, especialmente a oportunidade de tentar de novo, de tentar diferente, de melhorar e de crescer como equipe, como pessoas, como profissionais! E, estou certa de que vamos continuar a crescer juntos! E esse crescimento se deve em grande parte a existência de uma equipe comprometida, cheia de energia e de vontade de fazer acontecer!
Sinto como se minha equipe fizesse parte da minha família. Como eu poderia me esquecer da força que me deram durante os momentos difíceis da morte do meus pai, por exemplo? Nunca tive a oportunidade de dizer mas a presença deles levou um conforto indescritível naquele momento de dor. Como eu poderia querer uma equipe melhor?
Tenho tanto a agradecer que esta mensagem não podia mesmo ser curta!!! Muito obrigada, equipe! Obrigada pelos momentos maravilhosos, obrigada pelos momentos de crise que enfrentamos juntos, obrigada pelos momentos de conquistas e obrigada também pelos momentos em que conseguiram entender o meu momento de enlouquecer, os meus faniquitos...
Que venha 2012, que venham as novas conquistas, que venham novos desafios, que venham realmente as boas notícias!!!
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
A CARA DA MÃE
No dia 8 de dezembro, há 17 anos, dia de N. S. da Conceição, nascia a minha segunda filha. Dei a ela o nome de Milena, por sugestão da irmã mais velha que, nessa época estava com 4 anos de idade. Logo quando ela nasceu, todo mundo foi dizendo: é a cara da mãe. Fiquei feliz, é lógico! Qual a mãe que não fica?
Aí Milena foi crescendo e eu fui pude comprovar mais ainda o que eu já sabia: filho é uma enorme alegria, mas também uma tremenda responsabilidade, mas quando ele (ou ela) é a nossa cara, a coisa complica. Complica porque a gente passa a se ver em outra pessoa.
É lindo! Mas é duro!
É duro porque é difícil quando a gente tem que julgar nossas próprias atitudes com isenção. É duro às vezes ter que condenar, repreender ou corrigir coisas que em nós mesmos não conseguimos fazê-lo. Tá difícil até para escrever esse texto. Milena é a cara da mãe! Acho que ela adora isso. Mas devia odiar. Eu, por exemplo, odeio quando dizem que sou parecida com minha mãe (e devo ser). O pior é que é assim que é... Só muita terapia pra resolver isso!
Tirando todas essas contradições, ser mãe é um barato! Como meus insanos e amados leitores devem saber, a maternidade nunca foi um objetivo ou um objeto de desejo... Mas hoje, não consigo sequer imaginar a vida sem minhas duas filhas! Que loucura!
Mas esse post é pra falar de Milena porque hoje é aniversário dela. Mas falar dela é falar de mim. Por isso é tão difícil! Suas alegrias são minhas alegrias. Suas tristezas são minhas tristezas... Posso compreendê-la só no olhar! Milena é uma explosão de sentimentos, uma avalanche de emoções. E, por que não dizer? Um temporal. Tal como a mãe, ela é transparente. Mas que ninguém se iluda: não é uma pessoa óbvia. Tem os seus segredos e mistérios. E a ninguém revelará, mas que precisam ser desvendados.
Então, #ficaadica: só desvendará o seu segredo que conseguir tocar verdadeiramente o seu coração.
Se fosse descrever Milena com uma música, cantaria o Doce Mistério da Vida que conheci na voz de Maria Betânia.
Minha vida que parece muito calma
Tem segredos que eu não posso revelar
Escondidos bem no fundo de minh'alma
Não transparecem nem sequer em um olhar
Vive sempre conversando à sós comigo
Uma voz eu escuto com fervor
Escolheu meu coração pra seu abrigo
E dele fez um roseiral em flor
A ninguém revelarei o meu segredo
E nem direi quem é o meu amor
domingo, 4 de dezembro de 2011
ENSAIO DE FORMATURA
Ensaiei várias vezes como ia
começar esse texto. Se fosse no papel já teria rasgado várias folhas. Em
fevereiro completo 50 anos. Minha filha mais velha está concluindo o curso de
jornalismo na UnB (uma das melhores Universidades do país). Podia ser em qualquer
faculdade que eu estaria feliz e realizada. Podia ser qualquer curso que eu
estaria orgulhosa. Mas ela escolheu Jornalismo. A mesma profissão que abracei
há quase 30 anos. Isto é quase emblemático e tem me transformado na mais
patética das criaturas.
Fico pensando na escolha que eu
fiz em 1980, quando ingressei na faculdade tão (cheia de sonhos e incertezas) e
na escolha que a minha filha fez em 2006 (igualmente cheia de sonhos e
incertezas). Depois de tanto pensar me sinto quase acanhada ao concluir orgulhosa
de que ela seguiu o meu exemplo.
Uma vez ela me perguntou se eu
era uma pessoa realizada. Se eu tinha conquistado tudo o que eu havia sonhado...
Disse que sim. Mas a minha resposta não foi 100% honesta, pois muitos sonhos e
projetos ficaram por concluir, por conquistar. Morar no exterior, trabalhar num
grande jornal em São Paulo, só pra citar dois. Apesar disso, não me sinto
incompleta ou fracassada. Ao contrário. Acho que ainda tenho muito a realizar.
Não me tornei um expoente do
jornalismo nacional e internacional como almejava quando entrei na faculdade, mas,
tenho sucesso no que faço e estou em paz comigo mesma e com a profissão que escolhi.
Casei, tive duas filhas, separei, casei de novo, montei uma empresa de
comunicação corporativa (não necessariamente nessa ordem). Gosto do que faço e
vivo do meu trabalho. Como uma aranha que vive do que tece. E, tirando as
contas que sempre chegam no fim do mês, não devo nada a ninguém.
Essa era a vida que tinha sonhado
quando comecei no jornalismo? Acho que não, mas eu nem lembro mais direito o
que eu queria ser. O importante é que gosto da vida que tenho. Podia ter um
apartamento maior? Sim. Podia ter um carro melhor? Sim. Podia ter uma casa de
praia? Viajar mais a passeio? Ok. E daí? Mas acho que essas também são coisas
que ainda posso conquistar. Se eu quiser.
Se eu morresse hoje. Qual teria
sido a minha maior ou melhor realização? Teria dificuldades em dizer. Me
orgulho de tantas coisas, mas minhas filhas estariam em primeiro lugar no
quesito “obra inacabada”. E o que dizer da filha mais velha que está se
formando na mesma profissão que eu? Tenho que fazer um esforço enorme para não
pagar muito mico. Mas é inevitável! Fico insanamente orgulhosa quando dizem que
ela parece comigo e que tem o meu DNA.
Ao mesmo tempo, fujo disso porque
eu a amo tanto que não quero que ela viva a vida inteira sendo comparada a
alguém, ainda que esse alguém seja eu: um ser humano que é tão incompleto,
cheio de defeitos e incompetências... Vixe! Que coisa doida! E como escreve bem
a pirralha! E como é tagarela, inteligente, cheia de ideias naquela cabecinha de vento. E
como é teimosa e ao mesmo tempo insegura, meu Deus! Me irrito quando enxergo
seus defeitos porque eles também são meus. Filho é muito complicado!
Solenidades são ritos de
passagem. Minto ao dizer que elas me aborrecem. Elas me emocionam! Casamento, formatura,
batizado, funeral, não importa! Todas elas são carregadas de significado e
emoção. E, nesse momento em que minha filha está se formando quero viver com
ela todos os momentos, mas a distância física que separa Salvador de Brasília
impede que eu faça isso. Na próxima terça-feira já começo faltando à banca na
qual ela vai apresentar o seu TCC. Eu não estarei lá fisicamente, mas todo meu
pensamento e meu coração estará com ela. Mas no dia da formatura, da
solenidade, da colação de grau, eu estarei com ela em Brasília.
Todo mundo (inclusive eu) diz que
a gente cria filhos para o mundo. E é verdade. Mas no fundo, bem lá no fundo, a
gente não queria que fosse assim. A gente queria que eles ficassem sempre perto
da gente. É muito difícil criar filhos para o mundo. Eu sei que é. Minha filha
mora longe de mim desde os 17 anos... Quando ela foi morar em Brasília por
causa da faculdade passei a chamá-la de “águiazinha” porque as mamães águias
empurram os filhotes para fora do ninho para que eles possam aprender a voar.
Fiz isso com a minha aguiazinha, mas como dói! Ainda mais quando a gente
percebe que a águiazinha não vai mais voltar.
Os sentimentos se embaralham de
tal forma que a gente fica meio bobo. Eu mesma estou assim. Tanto que precisei
escrever esse texto todo só pra tentar colocar minhas ideias e sentimentos em
ordem. Claro que eu poderia falar isso pra alguém, mas me sentiria meio
ridícula. Além do mais, sou muito melhor escrevendo do que falando.
Acho que agora preciso encerrar,
mas pela primeira vez, não sei como terminar um texto. Talvez porque os
sentimentos e palavras não param de brotar. Isto é sinal de que esse assunto
não está encerrado. Nunca estará...
domingo, 31 de julho de 2011
AMOR PELAS PANELAS E TEMPEROS
Hoje, como sempre faço todos os domingos, vim almoçar na casa de minha mãe. E, depois do almoço, ela resolveu futucar em seus guardados receitas de culinária que ela arquiva de revistas e de cursos dos quais participa. No meio desses guardados, ela me mostrou um texto que escrevi sobre ela em 2004. O texto está impresso em uma folha de papel. E, como não lembro se tive a oportunidade de compartilhar isso com meus amados e insanos leitores, corri para o computador para transcrevê-lo.
Dona Nancy nasceu em Salvador, Bahia, na Cidade Baixa, mais precisamente em um local chamado de Bairro Machado. Ainda criança, aos 8 anos, enquanto brincava de panelinhas e comidinhas, despertou o gosto pela culinária. Aos 15 anos já tomava aulas sobre as artes do forno e do fogão com as irmãs do Círculo Operário da Bahia, no Largo de Roma.
Das brincadeiras de criança às responsabilidades de uma dona de casa, o amor de Dona Nancy pelas panelas só fez crescer. Ela faz parte de uma geração em que as mulheres começaram a deixar o lar para "trabalhar fora", encontrando como obstáculo a má vontade dos maridos e o preconceito da sociedade. Dinâmica, Dona Nancy foi à luta e chegou a se aposentar como funcionária pública municipal, mas nunca saiu da sua cozinha.
Dos docinhos e salgadinhos das festinhas de aniversário de seus filhos aos bolos artísticos, almoços e jantares de gala, são mais de 40 anos de experiência. E hoje, depois da aposentadoria e dos filhos criados, ninguém, pense que Dona Nancy se acomodou. Ao contrário, isso foi somente a deixa para ela se dedicar ao que mais gosta de fazer: cozinhar!
Com mais tempo livre, se dedicou ao aperfeiçoamento de seu talento e acrescentou mais conhecimento à sua prática. Entrou para a Associação de Culinaristas do Estado da Bahia, da qual é uma das lideranças, e através da qual dá e recebe aulas de culinária, ensinando e aprendendo. Sempre cheia de encomendas de uma clientela fiel, Dona Nancy não pára! Todos os dias, bem cedinho, por volta das 6h da manhã, ela já está na cozinha. Cabelo bem arrumado, maquiagem e roupa impecáveis, permanecendo assim até o final do dia. Um detalhe: ela não usa avental e mesmo assim consegue manter-se tão bem arrumada quanto alguém que está passeando num shopping, mesmo estando trabalhando na cozinha.
Outro detalhe importante: tão impecável quanto sua roupa é a sua cozinha. "À medida em que vou cozinhando, vou limpando", ensina, acrescentando que a organização e a limpeza da cozinha e dos utensílios usados são ingredientes importantíssimos da boa culinária. Aos 70 anos de idade, tem uma disposição de uma jovem de 20 e quem não a conhece não lhe dá nem 60 anos. Quando lhe perguntam qual o segredo do sabor dos seus pratos, ela responde que não há segredo. A prática leva à perfeição. Mas adverte que sempre procura usar ingredientes de qualidade - o que nem sempre implica em ser o produto mais caro. E sobre a sua "eterna" juventude, ela diz que também não há segredo. Mas quando perguntam quando ela vai parar de trabalhar, ela responde prontamente: NUNCA!
Esta é a minha mãe...
terça-feira, 21 de junho de 2011
ANOTAÇÕES DE VIAGEM: DE MALAS PRONTAS
Então, estou acabando de arrumar minha mala. Amanhã estamos indo, de férias, para a Europa. Como em toda viagem que se preza, a ansiedade é grande. É a minha segunda vez no Velho Mundo e a primeira de meu marido. E, embora já tenhamos feito outras viagens juntos, internacionais, inclusive, é a nossa primeira vez juntos na Europa.
De novo, como toda viagem que se preza, esta está sendo cheia de descobertas, mesmo antes de acontecer. Muitos preparativos, planejamentos, marchas e contra-marchas cercaram os dias que a antecederam nos enchendo de expectativas, ansiedade e, porque não, stress.
A falta de informação para quem viaja é um obstáculo grande a ser ultrapassado. Cada hora é uma informação diferente e você não encontra todas no mesmo lugar. Mesmo para quem está acostumado a viajar, as informações são diferentes pois elas mudam de acordo com a conjuntura.
VACINA
Ontem fomos tomar vacina contra febre amarela e tríplice viral contra Sarampo, Rubéola e Caxumba. Coisa relativamente nova. Em 2000, quando fui à Europa não precisei me preocupar com nada disso. Sinal dos tempos!
Depois de esperar mais de duas horas no posto de saúde, conseguimos tomar a vacina. No posto recebemos o cartão de vacinação que, segundo o atendente que nos aplicou a vacina, deveria ser levada ao posto da ANVISA no aeroporto para ser trocado por outro com validade internacional...
Por precaução, resolvemos ir com dois dias de antecedência do embarque. Foi a sorte! Porque o posto da ANVISA no aeroporto funciona apenas até as 17h! Soubemos disso ao chegarmos lá. Salvos pelo gongo, fomos atendidos!
BAGAGEM X MALA
Depois constatei que uma das nossas malas não estava mais em condições de nos acompanhar, aí descobri também que a diferença entre mala e bagagem é algumas centenas de reais.
O ROTEIRO
Amanhã às 17h saímos num voo da TAP em direção à Lisboa com conexão para Roma onde nosso amigo Ugo Ciccotti está a nossa espera. Em Roma nos encontraremos também com nossos amigos Denise e França que chegaram lá há uma semana e estavam em Verona. Depois disso, iremos para Dusselforf onde outra amiga, Stela, nos espera. De lá vamos para a Holanda, onde no dia 2 de julho assistiremos ao festival White Sensations 2011 no Amsterdam Arena.
Depois, tudo pode acontecer. Estamos pensando em ir à Berlim, à Munique... Será uma viagem meio easy rider. Dia 13 estaremos de volta, mas até lá estarei registrando e compartilhando tudo com os meus amados e insanos leitores.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
A INTERNET E O JORNAL IMPRESSO
Em meio a discussões acadêmicas sobre o fim do jornal impresso e a sua substituição pelo meio digital, recebi de meu irmão um e-mail curioso, desses que ficam rodando de caixa em caixa de mensagem, cuja autoria ninguém sabe ao certo.
O texto cujo título é A INTERNET NUNCA SUBSTITUIRÁ O JORNAL relaciona alguns exemplos de alguns usos importantes do jornal impresso como forma de explicar porque que o meio digital jamais poderá substituir o meio impresso. São eles:
Uso doméstico:
Amadurecer banana e abacate
Recolher lixo
Limpar vidros.
Dobradinho, serve para alinhar os pés da mesa.
Embrulhar louças na mudança.
Recolher a sujeira do cachorro.
Forrar a gaiola do passarinho.
Cobrir os móveis e o piso antes de pintar a casa.
Evitar que entre água por baixo da porta.
Proteger o piso da garagem quando o carro está vazando óleo.
Matar moscas, baratas e demais insetos.
Na época da crise econômica, usá-lo como papel higiênico, mesmo que seja um pouco duro.
Uso educativo:
Bater no focinho do cachorro quando faz xixi dentro de casa.
Fazer barquinhos de papel.
Arrancar um pedacinho em branco para anotar número de telefone.
Usos comerciais:
Alargar o sapato.
Rechear bolsas para conservar a forma.
Embrulhar peixes.
Embrulhar pregos na loja de produtos para construção.
Fazer um chapeuzinho para o pintor ou para o pedreiro.
Cortar moldes para o alfaiate ou para a costureira.
Embrulhar quadros.
Embrulhar flores.
Uso festivo:
Acender a churrasqueira.
Rechear a caixa de presente-surpresa.
Outros Usos:
Para os sequestradores usarem suas letras nas cartas.
Fazer bolinhas para jogar nos companheiros de classe.
Fazer uma capinha para o machado ou foice.
Fazer proteção na cabeça para não estragar a chapinha quando estiver garoando.
Nos filmes, para os bandidos esconderem o revolver.
Para esconder-se atrás dele quando não quiser que te vejam.
(e tem a musiquinha de Natal do Gingle bells ..... que acabou o papel..... num faz mal...... e se mudar a letra teremos: Internet, internet sujei o carpete...num faz mal, num faz mal .....)
Por último, o autor lembra que os jornais servem também para ler as notícias.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
COELHOS, RAPOSAS, SALAMANDRAS E GAZELAS
Li na Coluna de Mônica Bergamo esta semana que o empresário Anderson Birman, da Arezzo, diz que recebeu inúmeros pedidos ontem para que não recolhesse as peças da marca feitas com pele de raposas e coelhos. Mas manteve a decisão de retirar os acessórios das lojas após manifestações contrárias à marca no Twitter e no Facebook. As peças recolhidas ainda não têm destino. "Estou motivado a debater com os internautas sobre o que deve ser feito."
Se ele ainda não sabe o que fazer com a linda coleção de bolsas, sapatos e acessórios, tenho uma sugestão: doe pra mim! Vou fundar uma ONG de mulheres carentes de conforto, beleza e sofisticação! Mulheres que sabem apreciar as coisas boas da vida. Em especial porque as peças foram feitas, segundo a Arezzo, com peles "devidamente regulamentadas e certificadas, cumprindo todas as formalidades legais que envolvem a questão". Sinceramente, não entendo como uma coisa tão simples pode causar tanta polêmica.
Na China, por exemplo, a nova moda agora são chaveiros que são bolsas transparentes que guardam em seu interior espécies pequenas de tartarugas, peixes e salamandras vivos! Os bichinhos ficam numa bolsa envoltos em um líquido rico em nutrientes e altamente oxigenado. O preço médio de cada peça é de US$ 2.
GAZELA NA VITRINE
E para finalizar o desfile de espécimes raras, na próxima quinta-feira, 28, às 10h20, as pessoas que passarem em frente ao shopping Iguatemi de SP terão uma surpresa. Na vitrine da C&A, voltada para a avenida Faria Lima, Gisele Bündchen exibirá, durante dez minutos, as roupas da coleção que assinou para a loja.
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