domingo, 12 de julho de 2009

UM POUCO DE TUDO OU MUITO DE NADA

Não fui à feijoada de minha comadre. Estou em falta com ela. Mas o fim de semana que já está acabando passou por mim que eu nem senti. A segunda-feira vai chegar e eu me sinto mais cansada do que na sexta-feira passada.
A dieta dos pontos continua, embora às vezes eu fique um pouco impaciente de ficar fazendo contas. A vontade de roubar nas contas continua como um esqueleto escondido no armário. Por insistência da minha amiga e companheira de Vigilantes, Cláudia fui a um happy hour na sexta-feira. Como bom descendente de espanhóis, seu marido e também meu amigo, Adriano, nos levou ao Centro Espanhol, onde fizemos uma pequena extravagância comendo tortilhas e bolinhos de bacalhau.
Devo ter comido uns três bolinhos de uma fatia de tortilha. Mas o que matou mesmo foram as duas jarras de sangria que foram servidas à mesa. Dava pra enxergar pelo menos dois dedos de açúcar no fundo de cada jarra... Não tive dúvida: enfiei o pé na jaca até o pescoço! A cada mordida nas iguarias, um coro de anjos soava atrás de mim entoando HALLELUJAH de Haendel com direito a badalar de sinos. Foi ótimo! Voltamos cedo pra casa, descontei nos pontos flex e dei o fim de semana por encerrado.
VOLTA ÀS AULAS, YAKISOBA E CORO DE ANJOS

Apesar da farra na sexta-feira à noite, sábado de manhã acordei cedo. As aulas da pós recomeçaram. Jornalismo e convergência midiática. Só um tema como este poderia me tirar da cama assim tão cedo. Acordei em cima da hora e saí quase sem comer. Tomei um copo de iogurte light zero cal e levei uma pêra para comer mais tarde. Total: três pontos.
Na garagem, uma desagradável surpresa: o filho de um dos nossos vizinhos amassou nosso carro fazendo uma manobra às duas horas da manhã... O porteiro da noite registrou a ocorrência. Ninguém merece!
Avisei a todos os meus coleguinhas que estou fazendo Vigilantes. Por isso, recusei todos os convites para pizzarias, temakerias e outras “rias” na hora do almoço. Comemos num restaurante a quilo baratinho em Ondina, o Siriguela, com mesinhas na calçada. Tava com fome. Feijão, arroz, frango, cenoura e beterraba. Total do almoço: 9 pontos.
Após o almoço, necessitava desesperadamente comer algo DOCE. Mas DOCE DE VERDADE! Minhas coleguinhas pararam para tomar SORVETE! Entrei na farmácia e comprei dois pacotinhos de banana passa. Mas como resistir a um picolé de limão nesse calor??? SERÁ QUE ALGUÉM PODE ME DIZER QUANTOS PONTOS TEM UM PICOLÉ DE LIMÃO DA KIBON?
Contei dois pontos para o picolé ouvindo coro de anjos...
Depois da aula liguei pro maridão vir me buscar. Ele mandou os filhos fazerem a tarefa e pediu que eu comprasse pão e um pacote de amido de milho. Desconfiei que ele estivesse na cozinha preparando o jantar. Ô meu Deus! Quantas provas de resistência ainda terei que passar?
Gastei o restante (oito pontos) com o Yakisoba do meu marido. Mais anjinhos cantando...
VIDA DE MÃETORISTA

Cacá e Thiago foram me buscar na faculdade. Cacá está ensaiando os primeiros passos ao volante. Embora já tenha a PPD, ainda se sente muito insegura no trânsito. Fomos ao shopping pegar o sapato de Milena que iria à sua primeira festa de quinze anos sozinha, sem os pais. Qualquer jovem sabe como esse dia é importante e cercado de medos e ansiedades. Esta preparação já vem se desenrolando há cerca de um mês com escolha do vestido, do sapato, dos acessórios etc. E olhe que ela é apenas uma das convidadas. Ela não é a aniversariante.
O shopping estava lotado. Só mesmo amor aos filhos leva uma pessoa como eu ao shopping num final de sábado à tarde. Cumprimos todas as demandas, mas minha cabeça estava estourando... Quando cheguei em casa tomei um analgésico.
À noite, os preparativos para a festa que iria se intensificaram. Minha vontade era ficar em casa, mas havia uma festinha de aniversário no playground do meu prédio. O som era tão alto que inviabilizava qualquer atividade de áudio dentro de casa. A trilha sonora não podia ser pior: dança do Créu, dança do Toba e outras baixarias. Resolvemos jogar PIF-PAF. Mas como toda ilusão é passageira, logo tive que sair para cumprir minhas funções de MÃETORISTA. Cacá marcou com uns amigos no Tijuana e tinha a festa de Milena. Cada uma num horário diferente. Chegamos a um denominador comum. Cacá chegou um pouco atrasada ao seu compromisso e Mimi um pouco cedo.
Saímos às 9h debaixo de stress. Nenhuma mãe fica tranqüila quando seus filhos saem sozinhos à noite. A noite mal dormida já se anunciava. Abasteci o carro, deixei Cacá no barzinho, depois entrei na Perini (graças a Deus estava aberta) para comprar um presente para a debutante. Compramos uma caixa de chocolate. Estava tão estressada que nem me toquei que estava naquele templo de consumo... Parti como um raio para deixar Milena na festa a qual ainda teria que localizar o endereço.
COMO NOSSOS PAIS

Depois de fazer várias voltas e perder várias entradas várias vezes, consegui encontrar o tal lugar. No caminho, a preleção careta de sempre sobre o comportamento. Lembrei das coisas que minha mãe falava pra mim quando ia me levar para alguma festa na qual ela não iria estar presente... Como certos modelos se repetem, né? O “papo” foi a caretice da caretice, mas, enfim, estou cumprindo o meu papel e a vida nos prepara mesmo essas armadilhas.
Ao chegar em casa, o marido dormia o sono dos anjos. E eu já não tinha mais nenhum ponto para fazer coro de anjinhos cantar para mim. Então me contentei em assistir uma parte do show de Roberto Carlos no Maracanã transmitido pela TV. Lá pela meia noite, Cacá ligou. “Pode vir me buscar mãe?” Como assim “pode”? Existe alternativa para isso?
Mais uma vez em casa, com a primeira filha resgatada sã, salva e feliz. Quem maravilha. Ao se deparar com a figura de Vanderléia na TV ela me perguntou quem era aquela mulher com aquela roupa tosca... “É Vanderléia, filha”. Mas ela continuou com um ponto de interrogação no meio da cara. “Mas ela é cantora?” “Oxente, menina! Você não está vendo que ela está cantando?” “Muito mal, né, mãe?” Tive que rir. Mas aproveitei para falar pra ela sobre a Jovem Guarda e seus ícones. “Tou ligada, mãe!”
Depois de Roberto Carlos, comecei a ver um filme, mas desisti. A ideia de que a caçula não ligaria antes das 4 horas da manhã me deixava mesmo apreensiva. Começou a chover e a vontade de comer QUALQUER COISA apertou. Será que Mimi está tomando chuva? Graças a Deus também estava com muito sono. Fui deitar de roupa mesmo porque logo, logo teria que levantar.
Às 4h28 o celular tocou. A caçula foi mais coerente. Não perguntou nada. Apenas anunciou: “Mãe? Pode vir me buscar.” É imperativo. Meu marido nem se abalou. Como dorme esse sujeito! Que inveja! Levantei meio tonta de sono, peguei a bolsa e as chaves do carro e saí na madrugada chuvosa. Como é longe o raio dessa festa! Ao chegar ao local, Mimi entrou no carro feliz e saltitante como um coelhinho na Páscoa.
Eram cinco e meia da manhã quando deitei outra vez na cama. Às seis e meia o despertador iria tocar. Tenho aula às oito. Dormi até o último segundo que pude e rumei SONADA para a faculdade depois de tomar um café com leite desnatado e adoçante e mais um pão francês com requeijão cremoso light (1c.c.). Cinco pontos!
Aproveito um intervalo da aula para fazer esse post.

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